Protesto contra o descaso das empresas aéreas

O deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) criticou, nesta quarta-feira, a ausência das principais companhias aéreas brasileiras na audiência solicitada por ele, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, para que prestassem esclarecimentos sobre a chamada “taxa de conforto”, um serviço oferecido pelas empresas do setor e que é cobrado dos passageiros.
“Em protesto a ausência dos representantes das companhias, a comissão decidiu pelo cancelamento da audiência pública porque não faria sentido o debate com a Anac [Agência Nacional de Aviação], a Infraero e os órgãos de defesa do consumidor sobre um assunto que diz respeito às empresas aéreas”, disse Dimas Ramalho.
Para ele, o não comparecimento dos presidentes da TAM, Gol, Webjet e Azul a reunião é um “retrato fiel” da forma como as companhias tratam os passageiros do transporte aéreo no país. “É um total descaso, assim como é a cobrança da taxa de conforto, uma anedota de mau gosto”, protestou o parlamentar, ao considerar que o pagamento por poltronas mais espaçosas em aeronaves e a marcação antecipada de assentos é uma ilegalidade.
Dimas argumentou que a não realização da audiência era uma forma da “Câmara se fazer respeitar” pelo “pouco caso” das empresas com a Casa e a Comissão de Defesa do Consumidor, já que esta era a segunda vez que não enviavam representantes a uma reunião do colegiado.
O deputado também criticou a postura da Anac em relação à fiscalização da cobrança da “taxa de conforto”. “A Anac está de joelhos ou em defesa dos interesses das companhias aéreas?”, questionou.
Diante do impasse, Dimas Ramalho defendeu que o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, seja convidado para esclarecer a cobrança pelo serviço. A “convocação” de Bittencourt será debate em uma reunião extraordinária da Comissão de Defesa do Consumidor nesta quinta-feira a partir das 9 horas.
Informações
Na primeira semana deste mês, Dimas Ramalho apresentou pedido à Mesa da Câmara pedido para que a Secretaria de Aviação Civil informe sobre a situação da “taxa de conforto”.
No caso do “assento-conforto”, segundo o deputado, as companhias oferecem poltronas que ficam distantes entre 80 centímetros e 90 centímetros, quando o atual padrão na maioria das aeronaves que operam em rotas regulares no Brasil não passa de 76 centímetros.
Para Dimas, a cobrança por espaço maior entre as poltronas tem de ser explicada, porque a distância do “assento conforto” era o padrão na década de 1980. “Para o passageiro ganhar de volta o espaço perdido, as empresas estão cobrando mais”, afirmou.
As principais informações que Dimas Ramalho pede sobre a “taxa de conforto” são a partir de quando as taxas estão sendo aplicadas; quais assentos e quantos são destinados a esse tipo de taxação; os critérios adotados para os preços das “comodidades” e quais companhias que cobram pelos serviços.
Após o recebimento do requerimento, a Secretaria de Aviação Civil tem prazo constitucional de 30 dias para responder aos questionamentos do deputado.


Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s